sexta-feira, 15 de novembro de 2013

córtex pré-frontal



área ou córtex pré-frontal é uma região do cérebro que apresenta o período de desenvolvimento mais prolongado, após o nascimento, em relação a qualquer outra parte do cérebro. É de sua responsabilidade as tarefas cognitivas mais sofisticadas e complexas da mente humana.

Devido sua grande heterogeneidade e complexidade, nenhuma teoria é amplamente aceita para explicar as funções do córtex pré-frontal. Entretanto, várias dessas teorias convergem para três funções cognitivas básicas desta área, ligadas à memória de trabalho. Assim, a área pré-frontal vem sendo considerada a "sede" da personalidade. Ainda há muitas especulações em torno dessa região, mas, por meio da interpretação de dados experimentais e clínicos, nota-se que essa estrutura participa na tomada de decisões e na adoção de estratégias comporta mentais mais adequadas à situação física e social; ademais, parece estar relacionada à capacidade de seguir seqüências ordenadas de pensamentos e a modalidades de controle do comportamento emocional.
Sabe-se também que o córtex pré-frontal mantém informações relevantes acessíveis por períodos curtos de tempo, enquanto uma determinada tarefa está sendo executada. Em segundo, ele planeja e executa uma seqüência de ações. Por fim o córtex pré-frontal se encarrega de inibir respostas inadequadas para um determinado contexto, e estimular estas respostas em outros contextos.


Quando o córtex pré-frontal é lesado , há severo prejuízo das responsabilidades sociais (lesões orbitofrontais), bem como a capacidade de concentração e de abstração (lesões dorsolaterais). Em alguns casos, a pessoa, conquanto mantendo intactas a consciência e algumas funções cognitivas, como a linguagem, já não consegue resolver problemas, mesmo os mais elementares.
Quando se praticava a lobotomia pré-frontal para tratamento de certos distúrbios psiquiátricos, os pacientes entravam em estado de "tamponamento afetivo", não mais evidenciando quaisquer sinais de alegria, tristeza, esperança ou desesperança. Em suas palavras ou atitudes não mais se vislumbravam quaisquer resquícios de afetividade.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Lado esquerdo do cérebro X Lado direito do cérebro: O que isso tem a ver com o jeito como você trabalha?



Todos já ouvimos falar de pessoas que têm predominância do lado esquerdo do cérebro e de pessoas que têm do lado direito, mas nem todos sabemos qual lado mais usamos, nem por que isso é importante para nós. Vamos falar sobre como os lados diferentes do cérebro influenciam o jeito como você processa informações, o que afeta como você se comunica e aprende - dentro e fora do seu ambiente de trabalho. 

Desde o departamento de TI até a área de criação, saber qual lado do seu cérebro é o dominante e qual é o dominante dos seus colegas de trabalho pode ajudar você a adaptar a sua mensagem e eliminar as falhas de comunicação, para que todos possam trabalhar com mais eficiência e mais satisfação. 

Pequenos mal-entendidos, grandes consequências De acordo com o Businessperformance.com, os problemas de comunicação no local de trabalho podem estar diretamente ligados ao aumento dos custos operacionais e à redução da eficiência, causando: 

  • menor produtividade
  • insatisfação e rotatividade de funcionários
  • falta de compreensão da estratégia de negócios





  • falta de direção comum

  • E os problemas de comunicação também podem custar muito caro. Uma pesquisa do IDC mostra que empresas do Reino Unido e dos Estados Unidos perdem cerca de $37 bilhões por ano, como resultado de mal-entendidos entre os funcionários. 

    Para ajudar você a melhorar a sua comunicação, vamos falar sobre a raiz das comunicações - como o seu cérebro processa informações - e dar dicas de como maximizar a capacidade total do seu cérebro em um ambiente de trabalho. 

    Qual é a diferença? 
    Apesar de todos trabalharmos usando os dois hemisférios do cérebro, a maioria de nós tem um lado dominante que afeta como processamos informações, encaramos problemas e nos comunicamos. Compreender as diferenças principais pode ajudar você a se comunicar (e também a ser entendido) melhor todos os dias. 

    O lado esquerdo do cérebro processa informações de uma parte para o todo. Pense nisso como um enfoque linear: pegar pedaços de informação, colocá-las em ordem lógica, refletir sobre essa informação estruturada e chegar a uma conclusão. No outro hemisfério, o lado direito do cérebro processa do todo para as partes. Ele começa com a resposta, examinando o panorama geral primeiro, não os detalhes. Indivíduos com dominância do lado direito precisam saber a finalidade de suas ações. Basta a "visão geral" para ajudá-los a se prepararem melhor e absorverem as informações mais detalhadas que virão depois. 

    As pessoas com dominância do lado esquerdo tendem a ser mais: 

    • Analíticas
    • Lógicas
    • Inclinadas para a matemática e as ciências
    • Voltadas para as palavras e concisas





  • Voltadas a detalhes

  • As pessoas com dominância do lado direito tendem a ser mais:
     

    • Visuais
    • Intuitivas, atentas aos sentimentos dos outros
    • Imaginativas
    • Introspectivas
    • Atentas ao ambiente

    Lendo os itens acima, você pode ver que traços de ambos os lados estão em você, e isso é bom. Um jeito de aperfeiçoar o seu próprio processo de aprendizado e pensamento é estimular os dois lados, o quanto tanto possível. 

    Duas metades fazem um todo 
    Não importa qual a sua dominância, eis algumas dicas para você usar no local de trabalho, para ajudar os dois lados do cérebro a trabalharem em harmonia. 

    "Turbine" as suas apresentações: Analise o seu público, ao preparar uma apresentação, aula ou reunião, e direcione o seu enfoque, o máximo possível, para a dominância deles, usando as táticas que eles irão compreender melhor. Se você não tiver certeza sobre a dominância cerebral do seu público, eis uma lista geral de profissões e a predominância cerebral característica de cada uma. 

    Profissões mais adequadas a pessoas com dominância do lado direito incluem: 

    • Artes e entretenimento
    • Ensino





  • Literatura
  • Decoração
  • Arquitetura
  • Consultoria
  • Palestras motivacionais
  • Propaganda e marketing
  • Vendas

  • Profissões que geralmente atraem pessoas com dominância do lado esquerdo são: 

    • Engenharia





  • Contabilidade
  • Pesquisa
  • Lei
  • Tecnologia da computação
  • Ciência

  • Dica 1
    : Quando fizer apresentações para pessoas com dominância do lado direito, inclua elementos visuais como gráficos, tabelas e imagens. Ao fazer apresentações para pessoas com dominância do lado esquerdo, faça sua apresentação de modo que ela comece com os detalhes e leve até o panorama geral.

    Dica 2: Use as características listadas acima como uma "cola" ou lista de verificação. Inclua informações, na sua apresentação, que tenham características dos dois lados. Para a característica "imaginativa" do lado direito do cérebro, inclua uma história real sobre o seu tópico ou tente incorporar uma metáfora, para explicar o seu ponto. Para a característica "matematicamente inclinada" do lado esquerdo, use estatísticas sobre o seu tópico como mais provas do seu ponto de vista.

    Use mais cores: As cores podem ser uma ferramenta poderosa no ambiente de trabalho. De fato, o uso de cores - impressas, na tela ou de outro jeito - aumenta a retenção das informações, em média, em 65%. 

    Dica 1: Comunique-se em cores. Se você tiver marca-textos coloridos pelo escritório, use-os! Você usa um quadro branco ou flip chart nas reuniões? Ou você frequentemente rabisca suas ideias em papel, ao falar com os clientes? Se for esse o caso, organize seus pensamentos usando várias cores, agrupando ideias parecidas e correlações com cores similares. Tanto seus colegas com predominância do lado esquerdo quanto aqueles com predominância do lado direito irão entender melhor o que você está falando se você usar estrutura e cores para explicar suas ideias. 

    Dica 2: Use um sistema de preenchimento com código de cores, de acordo com as categorias de informação. Isso garantirá contato com as pessoas com dominância do lado direito, com mentes treinadas para imagens, enquanto a natureza "da parte para o todo" do agrupamento por cores garantirá o contato com aqueles com dominância do lado esquerdo. 

    Informe o roteiro da reunião: Isso pode parecer óbvio, mas você pode não perceber como isso afeta sua capacidade de processar informações. Mandar antecipadamente um roteiro com o objetivo da reunião permite que seus colegas com dominância do lado direito deem uma olhada no todo, ajudando-os a se preparar para os detalhes, enquanto seus colegas com dominância do lado esquerdo podem identificar que tópicos (em partes) serão discutidos. Usar esta técnica simples garante um bom começo, para garantir que sua mensagem seja compreendida por todos. 

    Seja qual for o lado dominante do seu cérebro - o direito ou o esquerdo - considerar a dominância daqueles com quem você interage pode ajudar a ter um ambiente de trabalho mais focado, mais criativo e mais produtivo.

    domingo, 27 de outubro de 2013

    Partes do cérebro envolvidas na reação de luta ou fuga




    Processar o medo é uma reação em cadeia no cérebro provocada por estímulos estressantes ou ameaçadores, resultando em sintomas físicos das reações de luta ou fuga. Eles incluem a aceleração  dos batimentos cardíacos, aumento de adrenalina e respiração mais rápida. Algumas áreas específicas do cérebro desempenham papéis importantes na reação automática de luta ou fuga, que seguem dois caminhos simultâneos: um que se inicia no tálamo, progride para a amígdala e, em seguida, para o hipotálamo; o outro caminho, que leva mais tempo, segue o percurso do tálamo através do hipocampo, córtex sensorial e amígdala até o hipotálamo.


    Amígdala

    A amígdala determina possíveis ameaças, baseando-se em memórias de situações assustadoras armazenadas no cérebro e conhecimentos prévios dos dados recebidos. Ela analisa qualquer significado emocional ligado à informação recebida. Os comportamentos defensivos e agressivos são inicialmente mediados pela amígdala, já que seu papel é receber informações sobre os estímulos e então alertar o hipotálamo através de impulsos neurais para iniciar a reação de luta ou fuga, o que pode salvar sua vida em uma situação perigosa.

    Hipocampo

    O hipocampo aloja e recupera memórias conscientes que ele usa para processar conjuntos de estímulos a fim de determinar se existe uma ameaça e se a reação de resposta de luta ou fuga deve ser iniciada. Assim que o hipocampo estabelece um contexto para processar os estímulos - o que inclui determinar se o mesmo estímulo já foi encontrado antes e o que ele significava naquela ocasião - ele "avisa" a amígdala se há perigo imediato.

    Hipotálamo

    O hipotálamo ativa a reação ao medo, essencial para a sobrevivência, hoje conhecida como reação de luta ou fuga. Para gerar essa reação, o hipotálamo desencadeia o sistema nervoso simpático (SNS), o que inicia as reações do corpo por meio das vias nervosas, e o sistema adrenocortical, que envia informação através da corrente sanguínea. Durante a reação de luta ou fuga, o seu corpo fica tenso e alerta. À medida que a adrenalina flui na corrente sanguínea, você se torna capaz de ações mais rápidas. Essas reações físicas, provocadas pelo hipotálamo, também incluem o aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas e arrepios na pele. Eles são as ferramentas oferecidas pela natureza para ajudá-lo a sobreviver a situações de risco e decidir se você deve fugir ou lutar por sua vida.

    Córtex sensorial

    O córtex sensorial recebe e analisa informações sobre situações perigosas e estímulos visuais potencialmente ameaçadores a partir do tálamo. Essa área do cérebro reconhece que existem várias possibilidades associadas aos diversos conjuntos de estímulos. Ela passa os dados sensoriais para o hipocampo continuar a analisar e decidir se deve "avisar" a amígdala de que há algum perigo e então iniciar a reação de luta ou fuga.

    Tálamo

    No cérebro humano, a área do tálamo decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos da pele, da boca, dos olhos, do nariz e das orelhas. Depois de receber essas informações sensoriais, o tálamo determina se alguma delas indica uma situação de perigo. Se for o caso, ele alerta a amígdala e o córtex sensorial simultaneamente. Portanto, o tálamo é a primeira área cerebral envolvida na reação de luta ou fuga, pois ele alerta o cérebro sobre a possibilidade de perigo.

    Nesta viagem virtual descobrir o quão incrível é o cérebro




    A primeira parada nesta viagem virtual no cérebro confira suas três partes principais: o córtex cerebral, cerebelo e tronco encefálico.

    Nós também podemos ver os quatro lóbulos do cérebro: o lobo frontal, lobo parietal, lobo temporal e occipital.

    A primeira parte do cérebro a evoluir, a 500 milhões de anos atrás, foi otronco cerebral . Também conhecido como o cérebro reptiliano ou inferior.Algumas das funções do corpo, como por exemplo a respiração e pressão sanguínea, bem como alguns instintos perigo humano básico são controlados pelo cérebro inferior.
    O cerebelo evoluiu para 400 milhões de anos e também é conhecido como o cérebro posterior.
    O cérebro límbico (explorado em detalhe abaixo) foi a terceira parte do cérebro a evoluir, efectuada entre 300 e 200 milhões de anos e também é conhecido como mesencéfalo. O cérebro é mais ativo quimicamente e é onde as nossas emoções.
    A última parte foi evoluir córtex , também conhecido como o cérebro superior. A crosta evoluiu 200 milhões de anos, aproximadamente. Ele é responsável pelas habilidades cognitivas da lógica, criatividade, intuição e decisão.
    Cada metade do cérebro foi dividido em quatro lobos. Cada lobo é responsável pela realização de funções específicas.
                                                                                                                                                                                                                                                   O lobo parietal está preocupado principalmente com as funções relacionadas com o movimento, orientação, cálculo e certos tipos de reconhecimento. 
    O lobo occipital está principalmente preocupado com as áreas de processamento visual.
    O cerebelo é também conhecido como o cérebro ou o pequeno rombencéfalo e inserido na parte de trás do tronco cerebral. Sua principal função é controlar a posição do corpo, equilíbrio e equilíbrio. Lojas de lembranças também aprendeu respostas básicas. Envie informação vital para o cérebro através do tronco cerebral.
    Os lobos frontais são responsáveis ​​pelas funções integradas do cérebro, ou seja, as funções de pensar, conceber e planear. Eles também desempenham um papel importante na valorização consciente de emoção.
    Os lobos temporais estão associados com som, a compreensão da fala, geralmente no lobo temporal esquerdo, e alguns aspectos da memória.
    O tronco cerebral também é conhecido como o cérebro réptil. Ele está localizado na parte inferior do cérebro e estende-se a partir da medula espinal. Ele é primariamente responsável por suporte básico e controla a respiração, a frequência cardíaca, a temperatura e o processo de digestão. É também responsável por manter o alerta a partir da informação importante recebido através dos sentidos.
    O vídeo a seguir fornece uma primeira aproximação à estrutura do cérebro.

    segunda-feira, 14 de outubro de 2013

    Controle da Mente


    Controle da Mente é o controle dos pensamentos e acções de outro sem o seu consentimento. Há muitos equivocos quanto a controle da mente. Algumas pessoas consideram que inclui o esforço dos pais quanto à educação dos seus filhos de acordo com os seus padrões sociais, culturais, moral e pessoais. Outras que é o uso de técnicas de modificação de comportamento, quer por auto-disciplina e auto-sugestão, quer através de seminários e clinicas. Outros pensam na publicidade e na sedução sexual como formas de controle da mente. Outros ainda, pensam que é dar drogas debilitantes a uma mulher para se aproveitarem dela enquanto está drogada.
    As tácticas de recrutamento das seitas religiosas são chamadas técnicas de controle da mente. Muitos acreditam que terrorristas raptam vitimas que se convertem ou tornam simpatizantes das sua causas sofrendo técnicas de controle (o chamado sindroma de Estocolmo). Do mesmo modo, mulheres que permanecem ou homens que abusam delas são muitas vezes vistas como vitimas de controle da mente. Muitos consideram mensagens subliminares em musicas, publicidade ou em cassetes de auto-ajuda como uma forma de controle. Muitos tambem acreditam no uso de armas laser, infrasons, mivcroondas como emissores para confundir ou debilitar pessoas.
    Poucos duvidam das técnicas de lavagem ao cérebro dos Chineses durante a guerra da Coreia como uma tentativa de controle da mente. Finalmente, ninguem duvida que seria um claro caso de controle da mente ser capaz de hipnotizar ou programar electronicamente uma pessoa de modo a que executasse os seus comandos sem ter consciência de que era você que controlava o seu comportamento.

    Um termo com tantas conotações é quase inutil. Para estreitar o termo a primeira coisa é eliminar como exemplo de controle da mente as actividades em que a pessoa escolhe livremente alterar o comportamento. Controlar o pensamento e as acções de alguem, quer por auto-disciplina, quer com a ajuda de outros, é um tópico importante, mas não é o mesmo que a lavagem ao c+erebro, ou programar alguem sem o seu conhecimento.
    Usar a força ou o medo para manipular alguem e levá-la a fazer o que você quer não se deve considerar controle da mente. As inquisições não conseguiram capturar as mentes das suas vitimas. Quando o medo da punição é levantado, as novas crenças desaparecem. Não controla alguem que lhe escapa mal vira as costas.
    Tornar uma mulher incapaz de se defender por dorgas e violá-la nessa altura tambem não é controlar. Usar um gerador de frequencia para dar dôres de cabeça a uma pessoa ou a desorientar tambem não é controlá-la. Não controla o pensamento ou acção de uma pessoa só porque pode fazer o que quer ou torná-la incapaz de fazer o que essa pessoa quer. Uma componente essencial do controle da mente envolve controlar uma pessoa, não apenas colocá-la sem controle ou fazer-lhe algo que ela não pode controlar.
    Alguns dos populares erros sobre controle da mente originam-se na ficção, como em "O Candidato da Manchuria." Nesse filme, um assassino é programado para se tornar um zombi que responde a um sinal pós-hipnótico, comete o seu crime, e não se recorda de nada posteriormente. Outros livros e filmes apresentam a hipnose como um instrumento para subjugar sexualmente belas mulheres ou programar alguem para ser um zombi correio, assassino, etc.  
    Outras fantasias foram criadas que mostram instrumentos electronicos ou drogas usadas para controlar o comportamento de pessoas. Claro que foi estabelecido que danos cerebrais, hipnose, drogas ou estimulação do cérebro teem um efeito causal no pensamento, movimento do corpo e comportamento. Contudo o ponto actual de conhecimentos é ainda tão baixo que é impossivel fazer algo parecido com o controle que se faz nas fantasias. Podemos fazer coisas como causar perda de uma memória especifica ou o desencadear de um determinado desejo, mas não podemos fazer isto de um modo não intrusivo ou que signifique controlar uma série de pensamentos, movimentos ou acções. É aceitável pensar que um dia conseguiremos construir um aparelho que, implantado no cérebro, permite controlar estimulos especificos quimicos ou eléctricos. Este aparelho não existe actualmente nem pode existir com o actual estado dos conhecimentos da neurociencia.
    Tambem parece haver uma crença crescente de que os EUA, através dos seus ramos militares e agências como a CIA, está a usar uma série de horriveis aparelhos destinados a destruir cérebros. Mencionam-se armas laser, infrasons, radiacões isotrópicas, etc. Já foi estabelecido que agências do governo americano fizeram experiencias em humanos sem o seu conhecimento, com radiações e drogas. As afirmações dos que afirmam terem sido vitimas de experiências de "controle da mente" não devem ser recusadas como impossiveis ou sequer improváveis. Dadas as práticas anteriores e a natureza amoral dos militares e espionagem, tais experiências não são implausiveis. Contudo, essas armas experimentais, que apontam ao desiquilibrio do cérebro, não se devem considerar armas de controle da mente. Confundir, desorientar ou debilitar uma pessoa através de quimicos ou electronicamente, não é controlar a pessoa. Fazer a pessoa perder o controle de si mesma não é o mesmo que ganhar controle sobre ela. É quase certo que nenhum governo é capaz de controlar a mente de alguem.
    De qualquer modo, algumas das afirmações não são plausiveis. A crença de que as ondas do rádio ou dos microondas da cozinha podem ser usados para fazer uma pessoa ouvir vozes transmitidas para ela não parece credivel. Sabemos que as ondas de rádio e todo o tipo de frequências estão constantemente a atravessar o nosso corpo. A razão porque ligamos o rádio ou a televisão é porque teem receptores que "traduzem" as ondas em formas que podemos ouvir e ver. Do que sabemos da audição e da visão não permite afirmar que enviando um sinal ao cérebro faça uma pessoa ver ou ouvir algo. Algum dia poderá ser possivel estimular electronica ou quimicamente um especifico conjunto de neurónios de modo a fazer que sons ou visões do experimentador surjam na consciência de alguem. Mas hoje em dia isso não é possivel. Mesmo se fosse possivel, não se segue necessariamente que uma pessoa obedeça a uma ordem para assassinar o seu presidente só proque ouvir uma voz dizer para o fazer. Ouvir vozes é uma coisa. Sentir-se compelido a obedecer é outra. Nem todos teem a fé de Abraão.
    Parece haver uma série de paralelos entre os que afirmam terem sido raptados por extraterrestres e os que afirmam estarem a serem controlados por implantes da CIA. Até agora, contudo, o "grupo da mente controlada" não conseguiu encontrar o seu John Mack, o psiquiatra que afirma que a melhor explicação para as afirmações de rapto por ETs é que estas se baseiam em factos e não em ilusões. Uma queixa comum entre os de mente-controlada é que os terapeutas não os levam a sério. Ou seja, dizem que só encontram psicólogos que querem tratá-los da sua ilusão e não ajudá-los a provar que estão a ser controlados pelo seu governo. Não é portanto provável que os "zombies controlados pela CIA " sejam acusados de terem ilusões plantadas nas suas mentes pelos seus terapeutas, visto estes não encararem as suas afirmações seriamente. De facto, muitos estão convencidos de que o tratamento das suas ilusões faz parte de uma operação de encobrimento das experiências que sofreram. Acreditam que o Sindroma da Memória Falsa faz parte da conspiração. Afirmam que esta ideia de memórias falsas é uma maquinação para que as pessoas não os tomem a sério. É dificil de acreditar que não consigam um conjunto de psicólogos incompetentes que aceitem as suas afirmações seriamente.
    Numa nota mais ligeira, um dos mitos sobre o controle da mente é a noção de que as mensagens subliminares são efectivos controladores de comportamentos. Apesar da crença no poder dessas mensagens em publicidade e mensagens, as provas da sua eficácia baseia-se em episódios e estudos feitos por partes interessadas. Procurará em vão estudos de controle cientificos que demonstrem conclusivamente a uma pessoa normal que passando mensagens inaudiveis como "não roubarás" em musicas reduz o roubo na sua empresa.
    As considerações acima devem tornar claro que aquilo que para muitos é controle de mente é melhor descrito como, por exemplo, modificação de comportamento, disrupção de pensamento, manipulação de comportamento, coação mental, etc. As pessoas não se transformam em zombies por hipnose ou implantes cerebrais. Mais, deve ficar claro que dado o estado do conhecimento neurológico, as técnicas para o controle da mente são rudes e os seus mecanismos mal compreendidos.
    Portanto, se restringimos o termo controle da mente aos casos em que uma pessoa controla com sucesso os pensamentos ou acções de outra sem o seu consentimento, a nossa lista de exemplos reduz-se a quatro: os recrutadores das seitas religiosas, os maridos que controlam as esposas, o sindroma de Estocolmo e as táticas chinesas na guerra da Coreia.

    Mulheres que são brutalizadas pelos maridos ou namorados são são vitimas de controle da mente, mas do medo da violência. Contudo, parece haver muitos casos em que essas mulheres amam genuinamente o seu homem e genuinamente acreditam que ele as ama. Ela fica, tareia após tareia, não porque temam o que ele fará se ela o deixar, mas porque realmente não o quer deixar. Talvez. Ou talvez elas não os abandonem porque dependem dele completamente. Não fica só porque não tem para onde ir. Ela precisa dele e fica porque está completamente dependente dele. Se um homem reduz uma mulher a um estado de dependencia total, ele pode controlá-la. Mas é verdade afirmar que controla a mente dela? Até que ponto pode afirmar-se que ela perde a sua vontade própria? Ele pode reduzir as suas escolhas de modo a que ficar com ele seja a unica opção que ela conhece. Qual a possibilidade disto acontecer? Parece mais provável que ela reduza as suas próprias escolhas racionalizando o seu comportamento e convencendo-se a si mesma que as coisas vão melhorar ou que não são assim tão más. Se um homem não está a usar a força bruta ou a violência para manter uma mulher junto a si, então se ela fica, pode ser devido a escolhas que fez no passado. De cada vez que abusaram dela escolheu ficar. Ele pode ter usado palavras doces para a persuadir a não sair, mas nalgum momento da relação ela esteve livre para o rejeitar. De outro modo, a relação baseia-se na violência e no medo e o controle da mente não é para aqui chamado. Uma mulher que parece sofrer de um abusador não é vitima de controle da sua mente. É vitima das suas escolhas erradas. Devemos simpatizar com ela e dar-lhe toda a ajuda que ela possa pedir. Ela está onde está por infelicifdade e uma série de más escolhas, não devido a ter a mente controlada.
    Isto deixa as seitas, raptores e torturadores. Primeiro, as tacticas das seitas diferem substancialmente das dos outros dois. As seitas não costumam raptar os seus adeptos e não é conhecida a tortura como forma tipica de conversão. Isto levanta a questão de saber se as suas vitimas são controladas sem o seu conhecimento. Alguns membros de seitas são membros voluntariosos das suas comunidades. Do mesmo modo, muitos recrutas das grandes religiões não se podem considerar vitimas de controle da mente. Mudar a personalidade e caracter básicos de uma pessoa, levá-la a comportar-se de um modo contraditório ao comportamento de toda a vida, levá-la a alterar as suas crenças básicas e valores, não conta necessariamente como controle da mente. Isso depende de quão activamente a pessoa participa na sua própria transformação. Você e eu podemos pensar que uma pessoa não está boa da cabeça para se juntar a uma seita, mas as ilusões dela não são maiores que as de milhões de crentes das grandes religiões que as abraçaram livremente.
    Alguns membros de seitas parecem terem sofrido lavagens ao cérenro e serem controlados ao ponto de fazerem grande mal a si mesmos e a outros em nome do seu lider, incluindo crime e suicidio. Estes recrutas estão muitas vezes num estado de extrema vulnerabilidade quando são recrutados e os recrutadores aproveitam essa vulnerabilidade. Podem estar confusos ou desenraizados devido a circunstancias trágicas das suas vidas. Podem estar mentalmente doentes, emocionalmente perturbados, deprimidos, traumatizados por abuso de drogas ou às mãos de outros, etc. Tais pessoas são extremamente vulneraveis a quem quer controlar os seus pensamentos e acções. São vulneráveis porque não teem controle sobre os seus pensamentos e acções. Não passageiros de um navio a desmantelar-se num mar tempestuoso. O recrutador da seita tem um salva-vidas e sabe-o. Tambem sabe que o passageiro sabe que necessita de um salva-vidas para se salvar. O truque é fazer o passageiro querer a segurança.
    As técnicas disponiveis para manipular os vulneraveis são uma legião. Uma é dar-lhe o amor que sentem que não obteem noutro lado. Convencê-los de que através de si e da sua comunidade podem obter aquilo que procuram, mesmo se não faz ideia daquilo que ele procura. Convencê-los que teem de ter fé em si e que você tem fé neles. Convencê-los de que os seus amigos e a sua familia fora da seita são entraves à sua salvação. Isole-os. Só você lhes pode dar aquilo que necessitam. Você ama-os. Só você os ama. Você morreria por eles. Então porque não morreria ele por si? Só o amor pode levá-lo a ganhá-los. O medo é um grande motivador. Medo de que se o abandonam sejam destruidos. Medo de que se não cooperam serão destruidos. Medo de que não consigam sobreviver sózinhos neste mundo. Torne-os paranoicos.
    Mas o amor e o medo podem não ser suficientes, portanto tem se usar tambem a culpa. Encha-os de tanta culpa que eles vão policiar os seus próprios pensamentos. Lembre-os que não são nada sózinhos, mas consigo e Deus são Tudo. Encha-os de desprezo por eles mesmos, de modo que eles queiram perder os seus egos. Um Consigo e os Seus. Você não só os despe de qualquer sentido do eu, como os convence de que isso é o ideal. Mantenha a pressão. Não descanse. Humilhe-os de vez em quando. Em breve eles considerarão ser seu dever humilharem-se a si mesmos. Controle o que eles leem, ouvem, veem. Repita as mensagens para os seus ouvidos e olhos. Gradualmente faça-os tomarem compromissos, pequenos de inicio, depois caminhe até ter a sua propriedade, os seus corpos, as suas almas. E não esqueça as drogas, a falta de alimentação, faça-os meditar ou dançar ou cantar, horas seguidas, até que pensem que estão a ter uma experiência mistica. Faça-os pensar "Foste tu, Senhor, que me fizeste sentir tão bem." Não vão querer desistir. Nunca se sentiram tão bem. Apesar de parecerem a nós que estão no Inferno, lá dentro parece que estão no Céu.
    Que religião não usa o medo e a culpa para fazer as pessoas policiarem os seus próprios pensamentos? E não são os unicos. Alguns terapeutas usam métodos similares para controlarem os seus pacientes. Ambos usam os vulneráveis como presas. Ambos exigem total lealdade e confiança como preço da esperança e cura. Ambos isolam a sua presa da familia e dos amigos. Ambos tentam controlar os seus clientes. Os métodos de recrutamento não são muito diferentes. São os convertidos e os pacientes vitimas voluntárias? Como afirmar a diferença entre uma vitima voluntária e as outras? Se não podemos distingui-las, não podemos distinguir nenhum caso verdadeiro de controle da mente.

    Os recrutadores de seitas e outros manipuladores não usam o controle das mente a menos que estejam a privar a vitima da sua força de vontade. Uma pessoa pode dizer-se privada da sua vontade por outro apenas se este introduziu um agente causal que é irresistivel. Como podemos demonstrar que o comportamento de uma pessoa é o resultado de comandos irresistiveis dados pelo chefe da seita? Não é suficiente afirmar que comportamentos que são irracionais provam que a pessoa perdeu a sua vontade própria. Pode ser irracional dar a alguem todas as suas propriedades, devotar a vida a satisfazer os desejos de um chefe divino, cometer suicidio, colocar bombas num metropolitano, porque tal nos foi ordenado, mas como justificar que tais actos são executados por zombies? Pelo que sabemos, os mais bizarros, inumanos e irracionais actos feitos em nome de cultos ou dos deuses foram feitos de livre contade e alegremente. Talvez tenham o cérebro danificado ou sejam doentes. Mas em qualquer dos casos não são vitimas de controle da mente.
    Isto deixa para consideração os raptores e inquisidores: os actos de isolamento sistemático, controle sensorial e tortura. Estes métodos permitem limpar o cérebro e escrever as nossas mensagens? Podemos apagar e implantar novos padrões de pensamento e comportamento das nossas vitimas? Em primeiro lugar, devemos notar que nem todos os que foram raptados chegaram a sentir amor a afecto pelos seus raptores. E muito poucos, se algum, dos torturados chegou a passar para o outro lado. Pode ser que alguns sejam reduzidos a uma estado de total dependencia para com os raptores. São colocados numa situação semelhante à infância e começam a criar laços como as crianças fazem com quem os alimenta e conforta. Tambem há o estranho fascínio para com os fortes. Tememo-los, ódiamo-los mesmo, mas muitas vezes queremos pertencer ao seu gang e ser protegidos por eles. Não parece razoável que pessoas que se apaixonam pelos seus raptores, ou que se viram contra o seu país sob tortura, sejam vitimas de controle da mente. Há explicação para o modo como agiu Patricia Hearst e outros em circunstancias semelhantes não se tornariam "Tanya". Mas duvido que o controle da mente tenha algum papel na explicação. Igual para os que sucumbiram à lavagem do cérebro feita pelos chineses e os que não cederam. Poe ser uma fascinate história psicológica, mas duvido que o controle da mente seja parte da compreensão da história.
    Parece pois, que se definimos controle da mente como o controle bem sucedido dos pensamentos e acções de outro sem o seu conhecimento, o controle da mente existe apenas em fantasias. Infelizmente, isso não significa que será sempre assim. 

    sábado, 12 de outubro de 2013

    Inteligência


    O que faz uma pessoa se mais inteligente que outra? Quais são os limites do cérebro? Dá para aumentar o oder da sua mente? Você vai ver as respostas para essas e outras questões nas próximas 20 páginas. E a viagem começa com a pergunta fundamental: o que é a inteligência

    Ganhar uma partida de xadrez, escrever um romance, compor uma sinfonia, convencer uma multidão, contar a piada perfeita. São coisas que vêm tão rápido à mente quando se fala de inteligência quanto a imagem de um relógio se movendo ao pensarmos no tempo. Mas experimente gastar um ou dois minutos refletindo sobre o que há de comum entre essas habilidades. De uma hora para outra, a idéia clara que se tem da inteligência começa a se dissipar. Quanto mais se pensa, mais parece não haver ligação direta entre raciocínio matemático, criação de personagens e melodias ou talento para persuasão e comédia. Refletir sobre a inteligência desse ponto de vista gera uma sensação semelhante à que temos ao ouvir a pergunta “O que é o tempo?” Antes da pergunta, sabemos exatamente o que é. Depois dela, não sabemos mais. Se quisermos entender o que é a inteligência, é preciso contornar esse tipo dificuldade. E uma boa estratégia para isso é ir direto à fonte: entender o cérebro.
    Agora mesmo uma tempestade elétrica se alastra pelo 1,4 quilo de massa gelatinosa aí atrás da sua testa. É esse movimento caótico de sinais por uma rede de 100 bilhões de neurônios que produz seus pensamentos. Das profundezas desse órgão, surge o que chamamos de inteligência. Mas, se você pensa que o processador de informações mais avançado do Universo foi projetado de um jeito elegante, está enganado. O cérebro humano é uma obra feita nas coxas.
    Uma obra que começou em vermes microscópicos, quando um punhado de células especializadas em enxergar se juntou numa das extremidades do bicho. Foi assim que surgiu o ancestral daquilo a que chamamos cabeça: um mero receptáculo de células nervosas responsáveis por captar luz e mover o animal. Com o tempo, essa massa de neurônios, e a complexidade com a qual eles se conectam, cresceu. E aconteceu um milagre. Animais que reagiam automaticamente a estímulos exteriores passaram a se comportar de um jeito mais complexo e imprevisível. Em vez de responder cegamente a qualquer estímulo, começaram a repetir apenas os movimentos mais eficazes na luta pela sobrevivência – por exemplo: em vez de caçar qualquer coisa que se mexesse, passaram a selecionar suas presas entre as mais nutritivas e fáceis de abater. Esse talento para identificar acertos é a origem daquilo que chamamos aprendizagem.
    As vantagens que ela trouxe lançaram os seres vivos numa corrida em busca do maior e mais versátil cérebro. Mas os organismos que entraram na disputa enfrentaram um sério problema. Na evolução biológica, é impossível traçar um plano novo de construção de órgão do zero, pois herdamos as instruções básicas para a obra que estão nos genes dos nossos pais. O resultado disso é que o cérebro foi crescendo meio no improviso, com “puxadinhos” se amontoando a partir de uma estrutura básica. Essa é a verdadeira história do cérebro: uma sucessão de gambiarras bem-feitas. E nem precisamos ir longe para entender isso. Quem tenta se concentrar em fazer uma prova, mas ao mesmo tempo não consegue tirar os olhos da(o) mocinha(o) ao lado experimenta sentimentos e pensamentos tão pouco relacionados que aparentam ter sido juntados aleatoriamente uns com os outros. Foram mesmo. “Existe uma série imperfeita de conexões entre os sistemas cognitivos e emocionais”, afirma o neurocientista Joseph Le Doux. “Essa situação é parte do preço que pagamos por termos capacidades que ainda não foram plenamente integradas ao nosso cérebro.”
    Quantas são essas capacidades e como elas se relacionam são questões centrais para definir o que é a inteligência, mas ninguém ainda tem uma resposta exata para elas. Se você está em busca de um meio objetivo de medir a inteligência, será obrigado a deixar o cérebro de lado e estudar uma área com mais de um século de tradição: a psicometria.
    O tamanho da inteligência
    Paris, começo do século 20. O psicólogo Alfred Binet recebe uma tarefa do ministro da Educação da França: encontrar um meio de prever quais crianças vindas do interior do país teriam mais possibilidade de enfrentar dificuldades na escola – o governo queria oferecer educação especial a elas. Em 1905, ele publica um teste de raciocínio verbal e matemático, com questões que testam a memória e o potencial de resolver problemas de lógica. O objetivo de Binet era medir a capacidade de compreensão pura e simples, não o conhecimento prévio, colocando em pé de igualdade crianças que só sabiam capinar mato com as que recitavam Shakespeare. Pouco depois, o alemão Wilhelm Stern criou um sistema de pontuação-padrão para o teste e lhe deu o nome de Intelligenz-Quotient. Nascia o método mais-bem sucedido da história para medir a inteligência: o famoso teste de QI. E ele revolucionaria o que entendemos como inteligência. Até então a maior parte dos estudiosos entendia o nosso intelecto a partir do conceito da tabula rasa, – a idéia do filósofo John Locke de que a mente humana é uma folha em branco que vai sendo preenchida durante a vida. Com a adoção dos testes de QI, esse ponto de vista perdeu terreno – afinal, se uma criança semi-analfabeta podia apresentar um QI maior que uma instruída, essa história de folha em branco era uma furada. E a inteligência passou a ser considerada cada vez mais como algo inato, como um mero produto do que está escrito nos genes. “O fato de que a maior questão atual sobre inteligência é se o QI depende 50% ou 80% dos genes mostra o quanto o debate mudou”, afirma o geneticista Marc McGull.
    Mas, afinal, como uma característica que parece depender tanto do aprendizado pode estar definida ainda antes do nascimento? Na verdade, logo ao nascer a relação entre o QI e nossos genes não é assim tão evidente. Apenas 20% da inteligência dos bebês pode ser prevista a partir de fatores genéticos (é o que mostra estudos com pais e filhos). Só que, quanto mais passa o tempo, mais aumenta o poder de previsão deles. Na infância, ele sobe para 40%. Na fase adulta, decola para 60%. E após a meia-idade pode chegar a 80%. Esses dados mostram que os genes responsáveis pela inteligência podem ser vistos como uma espécie de balde, e o aprendizado durante a vida como a água que enche o balde. Ter mais educação vai levar você mais rápido a encher o balde de água. Mas, caso ele seja muito raso, não vai adiantar jogar muita água lá. Ou seja: nem toda a educação do mundo poderá tornar realmente brilhante alguém que nasceu com a inteligência apagada. Só que esse efeito tem um lado positivo: se você tiver vocação genética para ser um físico quântico ou coisa que o valha, tem como conseguir isso mesmo sem ter tido uma instrução boa na infância. Mas até que ponto o QI pode mesmo determinar a capacidade da mente?
    Mil e uma habilidades
    Alguns psicólogos acham que não, os testes de QI não dizem grande coisa. Uma importante ruptura veio com o livro Inteligência Emocional, do psicólogo Daniel Goleman. Ele ressaltou que habilidades como regular os próprios sentimentos, compreender emoções alheias, ser capaz de trabalhar em grupo e sentir empatia pelos outros eram completamente ignoradas nos testes de QI. O que não fazia sentido, já que essas habilidades deveriam fazer parte daquilo que chamamos de inteligência. Outra ofensiva veio do psicólogo Howard Gardner, autor da Teoria das Inteligências Múltiplas. Ele inspirou-se no modo como a neurociência vê o cérebro hoje: um conjunto de vários módulos distintos, ou “puxadinhos”, que evoluíram separadamente e hoje funcionam como processadores para funções específicas. Com isso em mente, Gardner concluiu que a inteligência não é um conceito único, indivisível, mas uma soma de várias habilidades – como raciocínio lógico-matemático, lingüístico, espacial, musical, intrapessoal, interpessoal, motor e naturalista (veja nas páginas anteriores o que é o quê).
    Assim, a idéia de colocar um Stephen Hawking, um Ronaldinho Gaúcho e uma Hebe Camargo em pé de igualdade no quesito inteligência deixou de soar estranha. Pela teoria de Gardner, cada um deles pode ser considerado especialista em um tipo de habilidade (respectivamente, a lógico-matemática, a motora e a interpessoal). E por isso não daria para considerar qualquer um deles menos genial que o outro.
    Talvez por parecer mais democrática que os testes de QI, a idéia de Gardner se tornou extremamente popular desde que foi publicada, em 1983. Tanto que hoje é senso comum achar que ela está certa, e que o quociente de inteligência tradicional ficou ultrapassado. Mas no meio acadêmico é diferente: a Teoria das Inteligências Múltiplas ainda é vista como um patinho feio e enfrenta muitas críticas. Principalmente porque nem Gardner nem ninguém sabe ao certo como medir cada uma dessas habilidades que formariam a inteligência. “Não fica claro se o conceito de inteligência de Gardner mede mais traços de personalidade e habilidades motoras que faculdades mentais de fato”, afirma Linda S. Gottfredson, professora de estudos educacionais da Universidade de Delaware.
    Ela é um dos muitos entusiastas do fator “g” (de “inteligência geral”). Segundo essa teoria, baseada em estatísticas, a idéia de que várias habilidades cognitivas estejam disseminadas uniformemente pela população é falsa. Ou seja, não existem muitas pessoas excelentes em cálculo e ao mesmo tempo péssimas em redigir textos, ou com bom ouvido musical e pouca inteligência interpessoal. Se uma pessoa for boa em qualquer dessas habilidades, tende a ser boa também nas outras.
    Essa essência da teoria do fator g, porém, não é nova. Ela está por trás da própria idéia do QI . Tudo bem que os testes não medem coisas como coordenação motora, mas é verdade que eles avaliam tipos diferentes de raciocínio (para entender melhor, faça um teste parecido a partir da página 76). E a pontuação final vai levar em conta o seu desempenho em todos eles. Além disso, dá para comparar milhares de resultados de épocas e lugares diferentes, o que dá uma bela base estatística se o ponto é saber qual é o tamanho da sua inteligência em relação à dos outros. Então, mesmo com suas limitações, os testes tradicionais continuam sendo quase unanimidade no meio científico. “Ninguém duvida de que eles não avaliam todos os aspectos importantes das funções mentais – não medem a criatividade ou a sabedoria, por exemplo. Mas o ponto é que isso não é o mesmo que afirmar que eles não servem para nada”, afirma o psicólogo Ian J. Deary.
    Mesmo assim, a necessidade de expandir o conceito de inteligência para além das fronteiras dos testes de QI continua. Afinal, pouca gente duvida de que a criatividade, algo muito difícil de medir objetivamente, é um inegável sinal de inteligência. Diante dessa espécie de tilt dos testes mentais, o que dá para fazer? Com a palavra Howard Gardner: “Nós, psicólogos, não somos mais os donos da inteligência, se é que algum dia já fomos. O que significa ser inteligente é uma questão filosófica profunda, que exige base em biologia, física e matemática”. Ou seja, exige que voltemos ao lugar onde começamos essa história: para dentro do cérebro.
    Inteligência = demência?
    Para muitos neurologistas, a inteligência é só um sinal de que você tem um cérebro com a “fiação” bem conectada. Quanto mais saudável ele for, mais coisas extraordinárias vai fazer. Mas espere aí. Às vezes o que acontece é justamente o contrário. É o que mostra um experimento sem paralelo que acontece na Austrália: pesquisadores lançam pulsos eletromagnéticos no crânio de pessoas para desligar partes do cérebro e observar o que acontece com as capacidades cognitivas. E o resultado é espantoso: as cobaias humanas começam a desenhar melhor, ter memória mais rápida, mais habilidade musical ou um raciocínio numérico mais apurado. A questão é: se partes do cérebro estão sendo desligadas, por que a mente parece funcionar melhor, e não pior? Se está interessado em saber a resposta, basta virar esta página. Vai conhecer os cérebros mais fascinantes do planeta, verdadeiros telescópios para decifrar o que é a inteligência.
    Manual do QI
    O quociente de inteligência é relativo: se você tira 100 num teste, significa que o seu está na média de todas as pessoas que fizeram a mesma prova. Mas cada teste usa uma escala diferente, então um QI de 142 em um pode significar 132 pontos em outro. A Mensa, uma “sociedade de gênios” em que só pode entrar quem tiver QI superior ao de 98% da população, costuma estipular 150 como QI de corte. Se você quiser entrar para um grupo desses e tiver bala na agulha, tem uma solução: viajar no tempo. A média nos testes aumenta 25 pontos a cada geração – o psicólogo americano James R. Flynn, que detectou o fenômeno, credita isso a melhorias na alimentação e na infra-estrutura básica nos últimos 100 anos. Isso significa que um sujeito normal de hoje teria QI de gênio nos anos 50. Tire o DeLorean da garagem!

    A mente multiplicada

    A Teoria das Inteligências Múltiplas é um desafio à idéia de que o QI representa uma medida direta da inteligência. Segundo o psicólogo Howard Gardner, a nossa inteligência é o resultado de 8 processadores mentais diferentes dentro do cérebro, cada um deles responsável por uma habilidade:
    Lógico-matemática
    É a habilidade de resolver problemas a partir da lógica, realizar operações matemáticas e investigar questões científicas. Bastante desenvolvida em cientistas.
    Lingüística
    Sensibilidade para língua falada e escrita, capacidade para aprender línguas e de usar a lábia para alcançar os próprios objetivos. Encontrada em escritores, locutores e advogados.
    Musical
    Semelhante à inteligência lingüística, só que relacionada a sons. É a habilidade de compor e apreciar padrões musicais. Bastante rica em compositores, cantores, dançarinos e maestros.
    Espacial
    Habilidade de reconhecer e manipular padrões no espaço. É útil para quem trabalha com a coordenação motora e tem de compreender o mundo visual. Bem desenvolvida em arquitetos.
    Físico-cinestésica
    É o tipo de inteligência usada para resolver problemas e executar movimentos complexos com o próprio corpo. Você a encontra em dançarinos, mímicos e esportistas.
    Interpessoal
    É a capacidade de entender as intenções dos outros. Bastante necessária a quem coordena e executa trabalhos em grupo. É encontrada em vendedores, políticos, professores, clínicos e atores.
    Intrapessoal
    É a habilidade de olhar para dentro de si mesmo e entender as próprias intenções, objetivos e emoções. Necessária para encontrar erros no próprio raciocínio. Presente em psicólogos, filósofos e cientistas.
    Naturalista
    É a sensibilidade para perceber e organizar fenômenos e padrões da natureza, como a diferença entre plantas quase idênticas. Costuma ser encontrada em biólogos e membros de tribos indígenas.

    QI pode aumentar ou diminuir durante a adolescência


    Um estudo em adolescentes ingleses mostrou que as contas não estão feitas quanto ao famoso Quociente de Inteligência (QI) durante esta etapa da vida. O valor que carimba a inteligência de cada pessoa, normalmente através de testes verbais e não verbais, e que se pensava ficar determinado para o resto da vida durante a infância, afinal continua a oscilar durante a adolescência, mostra um estudo publicado nesta semana na Nature.

    A equipa da investigadora Cathy Price, do Instituto Wellcome Trust, da University College de Londres, testou a inteligência de 19 rapazes e 14 raparigas, primeiro em 2004 e depois em 2007 e 2008. Os jovens tinham no primeiro rol de testes idades entre os 12 e os 16 anos e no segundo, idades entre os 15 e os 20.

    Os testes dividiram-se em verbais, onde os jovens punham à prova as suas capacidades na linguagem, aritmética, cultura geral e memória e testes não verbais, como identificar elementos que faltam numa figura ou resolver puzzles visuais. Ao mesmo tempo, os cientistas investigaram o que se passava no cérebro dos rapazes e das raparigas através de imagens cerebrais por ressonância magnética.

    “Verificamos uma mudança considerável nos resultados de QI obtidos em 2008, comparado com quatro anos antes”, disse em comunicado Sue Ramsden, primeira autora do artigo. Trinta e nove por cento dos adolescentes tiveram uma variação nos testes verbais e 21% obtiveram melhor ou pior resultado nos testes não verbais. Algumas das variações chegaram aos 20 pontos do QI, uma diferença grande quando a média do QI na população é de 100 e mais ou menos 20 pontos pode colocar alguém mediano na categoria de genial ou vice-versa.

    A grande mais-valia da investigação é que os resultados das imagens por ressonância encontravam mudanças nas regiões associadas a estas capacidades. “Encontrámos uma correlação clara entre as mudanças nas performances e as mudanças nas estruturas dos cérebros e por isso podemos dizer que estas mudanças no QI são reais.”

    No caso dos testes verbais, os cientistas encontraram mudanças de densidade do cérebro no córtex motor esquerdo, uma região associada à linguagem. Já quando havia um aumento do QI não verbal havia um aumento na densidade do cerebelo anterior, uma área associada aos movimentos das mãos.

    Os cientistas não encontraram nenhuma regra em relação às mudanças no QI dos adolescentes. “Não foi um caso das piores performances melhorarem, e os jovens com resultados altos tornarem-se mais mediano. Alguns bons conseguiram resultados ainda melhores, e alguns com resultados fracos pioraram”, explicou Cathy Price.

    Marcas para o futuro
    O estudo pode ter uma grande influência na forma como se olha para a inteligência. Muitas vezes, os jovens ficam carimbados numa altura muito precoce da sua vida como sendo muito ou pouco inteligentes e isso tem impacto na vida adulta. “Temos tendência em avaliar as crianças e determinar o curso da sua educação cedo na vida delas, mas aqui mostramos que a sua inteligência provavelmente está a desenvolver-se”, disse a cientista em comunicado, acrescentando que tal como a condição física pode deteriorar-se ou melhorar durante a adolescência.

    E será que a inteligência é estática depois, ao longo da vida adulta? A equipa não sabe, mas aposta que não. “Há muitas provas que sugerem que o nosso cérebro pode-se adaptar e que a sua estrutura muda, mesmo durante a idade adulta”, disse a cientista. Perceber se isso afecta a inteligência será o próximo passo na investigação da equipa.

    9 mitos sobre o cérebro que a ciência desmascarou

    O cérebro é um mistério que cientistas e estudiosos tentam desvendar há séculos sem sucesso. Todo esse desejo por conhecimento pode gerar mitos absurdos. Descubra a verdade sobre eles:
    Quantos absurdos você já ouviu a respeito do seu cérebro e as atividades que realiza diariamente? “Beber vai destruir as células do seu cérebro!” ou “Jogos de lógica te deixam mais esperto!” e ainda “A internet faz com que você fique burro!”
    » Pesquisa revela: Tamanho do cérebro é proporcional à gordura corporal
    » Correr regularmente faz bem ao cérebro
    » Êxito e fracasso mexem com o cérebro e podem servir de aprendizado

    O cérebro é um mistério que até hoje não foi inteiramente desvendado. O desejo de descobrir os segredos dessa parte impressionante do corpo muitas vezes gera uma quantidade enorme de mitos que não foram sequer testados, quanto mais comprovados.

    Por isso, o site Lifehacker.com reuniu em uma lista os 9 maiores mitos sobre o cérebro e tentou descobrir se eles eram fato ou ficção. Veja a seguir quais foram as conclusões:


    Maiores mitos sobre o cérebro: 1. Pessoas que utilizam mais o lado esquerdo são organizadas, pessoas que utilizam mais o lado direito são criativas

    O mito começou em 1.800, quando médicos descobriram que lesões em certas partes do cérebro causam a perda de habilidades específicas. Porém, uma série de exames mostra que as duas partes do cérebro estão muito mais ligadas que isso. Essa lenda só serve, na verdade, para ser usada como desculpa por não ser organizado ou não oferecer boas ideias.


    Maiores mitos sobre o cérebro: 2. Sua memória é uma conta exata do que você vê e vive

    Se o mito fosse verdadeiro, como seria explicado o fato de que algumas pessoas têm memórias melhores que outras? O fato de não ter uma boa memória não significa que você teve poucas experiências. O que acontece é que o cérebro, em muitas situações, guarda apenas palavras-chave das situações, que você busca quando quer se referir a ela. E isso nos deixa com a sensação de que as informações ficaram na nossa cabeça o tempo inteiro.


    Maiores mitos sobre o cérebro: 3. Você só usa 10% de toda a capacidade do seu cérebro

    Se o ser humano utiliza apenas 10% de seu cérebro, qual o objetivo dos outros 90%? Esse mito, obviamente, não é verdadeiro. Exames de ressonância magnética mostram que qualquer atividade considerada complexa movimenta boa parte do cérebro. Ao longo do dia o cérebro trabalha por inteiro e não apenas 10% de sua capacidade. Mas é verdade que o cérebro tem uma reserva. Algumas atividades como ler e freqüentar atividades culturais permitem que o cérebro se desenvolva melhor.


    Maiores mitos sobre o cérebro: 4. Álcool destrói as células do cérebro

    Se as células do cérebro fossem mortas devido ao consumo de álcool, os danos apareceriam de forma bem rápida e você notaria os efeitos permanentes. É fato que a bebida tem muito efeito sobre o corpo e o cérebro, mas não matando as suas células.


    Maiores mitos sobre o cérebro: 5. Internet deixa as pessoas mais burras

    Esse mito é mais uma das famosas generalizações. Dizer que a internet deixa as pessoas burras pode até funcionar em algumas situações, mas não existe pesquisa que prove a afirmação. O motivo que leva as pessoas a dizer isso é que a internet facilitou a nossa vida. A internet não te deixa mais burro, mas sem dúvida faz com que você fique menos atento às informações.


    Maiores mitos sobre o cérebro: 6. Ouvir música clássica transforma bebês em gênios

    Esse mito surgiu após um estudo da década de 90, que sugeria que uma das peças de Mozartimpulsionava as habilidades de raciocínio de crianças pequenas. O estudo ganhou as capas de todos os jornais antes mesmo de ser confirmado, lançando o mito ao redor do mundo. Vários estudos mais recentes mostram que embora a música clássica tenha efeitos temporários sobre as habilidades cognitivas, a relação entre a música e a genialidade ainda não foi comprovada.


    Maiores mitos sobre o cérebro: 7. Jogos de lógica te deixam mais inteligente

    Se o mito fosse verdadeiro, todas as pessoas que jogam Sudoku ou Palavras cruzadas no metrô enquanto vão para o trabalho seriam gênios. Já foram realizadas várias pesquisas comparando as pessoas que usam jogos de lógica e pessoas que passam o mesmo tempo navegando na internet. Os adeptos das palavras cruzadas não se saíram melhor nos testes.


    Maiores mitos sobre o cérebro: 8. Seu QI é fixo e permanece o mesmo por toda a sua vida

    O seu QI é o número que mede a quantidade de inteligência, mas como garantir que seu nível de inteligência será o mesmo aos 10 e aos 25 anos? Como você pode prever, não é possível. Alguns estudos publicados na Business Insider mostram que o QI pode aumentar depois de alguma semanas dependendo do esforço. Essa é uma boa notícia para as pessoas que têm o QI mais baixo. Pessoas que têm o QI entre 75 e 90 pontos são mais suscetíveis a pobreza e apresentam mais chances de serem presas.


    Maiores mitos sobre o cérebro: 9. O cérebro trabalha melhor sob pressão

    Alguma vez na sua vida você deve ter experimentado a sensação de fazer alguma coisa na correria e conseguir um resultado melhor do que se o trabalho tivesse sido bem pensado. Não se engane, provavelmente isso foi sorte. Quando estamos em situações extremas, muitas vezes nos obrigamos a realizar um trabalho de forma rápida, mas não trate isso como regra geral. Mesmo que o tic-tac do relógio seja um ótimo motivador, isso não aumenta a performance do seu cérebro.